Agosto 19, 2009
Eu não compreendo o motivo de um país que tem USP, Unicamp, UNB, UFRJ, UFPE, UEL, UFRGS, UFPR, UFMG, UFSM, Unesp, UFAM, e UEM, ainda perder tempo consultando a opinião da FGV – e pagando caro por essa opinião.
O estudo relatado pela Folha indica que, em vez de reduzir a farra do emprego sem concurso público, vai se reduzir a quantidade de empregados por concurso e aumentar a percentagem dos indicados políticos . Leia-se “ode ao coronelismo e ao patrimonialismo”.
Não é de se espantar, pois a turma da indicação política e da apropriação do estado pelo patrimonialismo parece ser o perfil caro à FGV. Atualmente, por exemplo, está em curso a estruturação da sua faculdade particular de direito – mais uma em SP – a preços de prestação de BMW zero, onde se tem belos cursos com razoavelmente renomados professores da USP, alguns pósgraduandos brilhantes, além de outros professores de quem nunca ouvi falar.
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Congresso Nacional, Cultura, Direito Administrativo, Economia, Escritos à mão, Microempresa, Sociologia, política | Etiquetado: administração, Arcadas, congresso, corrupção, democracia, dilapidação, EDESP, eficiência, federalismo, FGV ou USP?, gasto, governo, GVLaw ou USP?, marketing, Pátio, política, produtividade, propaganda, responsabilidade, senado, subdesenvolvimento, Tradições, tradições franciscanas, transparência |
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Agosto 17, 2009
Quem acompanha este espaço há algum tempo sabe que o Senado sempre foi objeto de critica pela sua ausência de transparência. Quando realizávamos balanços periódicos a respeito da produção de leis e o gasto correspondente, a crítica era que a Câmara Federal divulgava seus gastos com alguma obscuridade.
Defendíamos que a Câmara era um mau exemplo a ser seguido, ao passo que o Senado Federal era uma autêntica caixa-preta a ser aberta, em desrespeito patente ao princípio da publicidade na Administração Pública – norma do art. 37 da Constituição Federal, que obriga a publicidade de todos os atos da administração, entre outras regras.
Agora, o Senado dará espaço em sua página para que Sarney se defenda das acusações, sendo o que deveríamos denominar de segunda abertura democrática. A primeira foi a realização de eleições. A terceira, tomara, será a realização de eleições com eleitores educados e livre do coronelismo nepotista que mancha a reputação do norte e nordeste.
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Congresso Nacional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Tributário, Economia, Escritos à mão, Sociologia | Etiquetado: administração, congresso, Congresso Nacional, corrupção, democracia, Economia, família Sarney, gasto, governo, história, orçamento, patrimoniarcalismo, política, produtividade, publicidade, responsabilidade, senado, subdesenvolvimento, transparência |
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Agosto 14, 2009
Senado é o nome desse elefante branco que estamos vendo na TV, ouvindo no rádio e, com melhor qualidade, percebendo nas discussões via internet. O custo para manter o paquiderme em Brasília é de 3 bilhões de reais ao ano, além de termos de aceitar sua influência na nossa cultura.
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Congresso Nacional, Cultura, Direito Administrativo, Direito Médico e da Saúde, Direito do Consumidor, Economia, Escritos à mão, Saúde, Sociologia | Etiquetado: administração, consumidor, democracia, federalismo, governo, história, judiciário, orçamento, política, procedimento legislativo, produtividade, responsabilidade, senado, subdesenvolvimento, transparência |
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Agosto 14, 2009
As dificuldades de se realizar contratos com qualquer pessoa, no país que só tem preocupação com o futebol de domingo.
O presidente da CBF está impedido de fazer contratos com a administração pública. Um leitor escandinavo perguntaria “e o meu dinheiro público, devolveu?”. O leitor brasileiro pergunta: e como ficam os contratos para a Copa de 2014, que terão de envolver a CBF?
As soluções podem ser variadas:
-cancelar a copa e economizar dinheiro público a ser desviado.
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Cultura, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Tributário, Direito do Consumidor, Economia, Sociologia, política | Etiquetado: administração, CBF, Copa 2014, democracia, eficiência, federalismo, futebol, governo, história, jeitinho brasileiro, produtividade, responsabilidade, risco, RJ, subdesenvolvimento, transparência, TRF-RJ |
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Agosto 14, 2009
O ministro Nelson Jobim já deve ter ouvido nas suas aulas nos bancos escolares do sul que o “papel aceita tudo”. Fosse mais jovem, teria ouvido que o computador aceita tudo, e quando der erro, é só reiniciar que tudo volta ao zero.
A impressão do voto é fundamental, não para identificar o eleitor, mas para que seja possível o próprio eleitor conferir o voto que proferiu, além de uma recontagem pontual ser possível em caso de fraude na própria urna eletrônica.
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Escritos à mão | Etiquetado: administração, corrupção, democracia, eficiência, eleições, federalismo, fiscalização, fraude, governo, responsabilidade, transparência, urna eletrônica |
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Agosto 8, 2009
O que faço com moedas que já saíram de circulação?
A FOLHA responde a pergunta sobre consumo consciente na matéria do link. Entre as dicas, estão o encaminhamento para reciclagem, através do serviço Alô Limpeza, e a venda para sociedades de numismática.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/vitrine/vi0808200907.htm
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Cultura | Etiquetado: responsabilidade, consumo, reciclagem, ambientalismo, moedas, serviços |
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Agosto 1, 2009
O excelente observatório político “Congresso em Foco” realizou uma pesquisa para descobrir os parlamentares processados no STF. A lista é espantosamente longa, e segue em ordem alfabética.
Para ver as respostas dos congressistas, clique aqui.
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Congresso Nacional, Cultura, Direito Penal, Sociologia | Etiquetado: congresso, corrupção, responsabilidade, subdesenvolvimento, transparência |
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Julho 28, 2009
O Lula gastou o verbo na semana passada defendendo a biografia do Sarney diante do MP. Aqui, o que fez Obama na mesma semana, sem nenhum verbo. Só imagens.



















Fonte: The Official White House Photostream by Pete Souza.
Não dá para falar que foi uma semana dura. Mas deve ter sido produtiva. E o que fizeram o Sarney e o Lula nesta semana? A resposta passa pelo interesse em prestar contas.
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Cultura, política | Etiquetado: administração, democracia, eficiência, federalismo, fotografia, gasto, governo, Obama, política, produtividade, propaganda, publicidade, responsabilidade, subdesenvolvimento, transparência, White House |
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Julho 25, 2009
Na defesa de nossa tese de láurea pela Universidade de São Paulo analisamos extensamente o caso do Microvlar e da indústria automotiva, principalmente sob a ótica da relação entre recall e vícios em massa nos produtos.
O que mais chamou atenção ao longo do estudo foi uma contradição no pensamento jurídico brasileiro, que foi bem captada pela defesa da indústria farmacêutica: no Brasil a reparação de danos não-patrimoniais é embasada no injusto sofrimento. Porém, nem toda situação injusta é marcada exclusivamente pelo sofrimento, como o caso do Microvlar demonstrou bem.
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Direito Médico e da Saúde, Direito do Consumidor | Etiquetado: consumidor, dano em massa, dano moral, farmácia, indenização, láurea, medicamentos, Microvlar, recall, responsabilidade, Rio, saúde, tese, TJ-RJ |
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Junho 19, 2009
A “UNILEVER BESTFOODS BRASIL LTDA” foi condenada a pagar R$ 12.000,00 de danos morais e R$ 3.000,00 de danos materiais para duas crianças gêmeas que haviam consumido “Arrozina Tradicional” adquirida com o prazo de validade vencido.
As gêmeas, representadas pelo seu pai, contavam com três meses de idade na data do ocorrido. Devido à ingestão do alimento impróprio, foram internadas com o diagnóstico de gastroenterite aguda.
A empresa teve seu recurso negado, sendo responsabilizada tanto pelos danos morais quanto pelas despesas de internação.
Do acórdão do STJ:
“o comerciante , repetimos, não é terceiro em relação ao fabricante (produtor ou importador), pois é ele que o escolhe para vender os seus produtos . Logo, responde – o fabricante – também por qualquer defeito do produto ou serviço, mesmo que surja já no processo de comercialização. O dever jurídico do fabricante é duplo: colocar no mercado produtos sem vícios de qualidade e impedir que aqueles que os comercializam, em seu benefício, maculem sua qualidade original. ” (Sergio Cavalieri Filho – “Programa de Responsabilidade Civil”. 4ª Ed. São Paulo: Melhoramentos, 2003, p. 479).
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Direito Médico e da Saúde, Direito do Consumidor | Etiquetado: alimentação, consumidor, danos materiais, danos morais, gastroenterite aguda, hospital, indenização, responsabilidade, STJ, Unilever |
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Junho 17, 2009
Em um filme qualquer na TV o advogado acalmava seu cliente, enquanto o juiz sentenciava:
- E aí, doutor? Ganhamos?
- Depende. Se o juiz falar “entretanto” novamente, então nós ganhamos.
Entretanto, o juiz falou “entretanto” ao menos 5 vezes, enquanto explicava os fundamentos das suas decisões.
E o réu, sob expectativa, só pulou de alegria depois do advogado já ter aberto um sorriso largo, logo após o veredito.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina saiu-se com um desses “entretantos”.
Conforme dissemos abaixo, o TJ/PR entendeu que a fotografia em evento público, ainda que tirada sem autorização, não gera indenização alguma. Nem dano moral, nem dano material por uso indevido da imagem.
Isso é o que disse o TJ/PR.
No TJ/SC, entretanto:
“Com efeito, quando se publica uma foto, fazendo referência a um lugar ou evento, tendo a matéria este tema, o possível registro e divulgação da imagem de uma pessoa não se configura ato ilícito ou mesmo abalo à moral, de responsabilidade do divulgador da foto.
Entretanto, quando a fotografia objetiva registrar a pessoa propriamente dita, sendo o cenário e ocasião figurativos, é mister haver a autorização do indivíduo, na medida em que sua imagem está sendo usada objetivamente”.
Do que foi dito pelo TJ/SC conclui-se que quanto mais a fotografia se afasta da generalidade de retrato de uma figura humana, para se aproximar da especificação de uma pessoa, com nome, endereço e identidade própria, maior é o risco de se ter de indenizar por fotografar sem autorização.
Ementa
“APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PUBLICAÇÃO DE NOTÍCIA JORNALÍSTICA. IMAGEM DA AUTORA VINCULADA À PROSTITUIÇÃO E USO DE DROGAS. FOTOGRAFIA UTILIZADA SEM AUTORIZAÇÃO. ATO ILICITO CONFIGURADO. DANO CARACTERIZADO. EXEGESE DO ARTIGO 5°, X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PEDIDO DE MINORAÇÃO DO QUANTUM COMPENSATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE ATENDIDOS. MODIFICAÇÃO EX OFFICIO DO TERMO INICIAL DA INCIDÊNCIA DOS JUROS DE MORA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 54 DO STJ. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO.” (TJ/SC, jan./09)
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Direito Autoral & Propriedade Intelectual | Etiquetado: danos morais, direito de imagem, direito do autor, fotografia, imagem, indenização, responsabilidade, responsabilidade civil, TJ-SC |
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Junho 15, 2009
Confusão natural a ser esclarecida: relação de consumo entre hospital e paciente não significa necessariamente que o médico esteja no meio. Isto porque a relação jurídica se dá entre pessoas, que podem ser físicas ou jurídicas, como nos vários casos:
a – paciente (pessoa física) ——– médico (pessoa física)
b – paciente (pessoa física) ——– hospital particular. Empresa (pessoa jurídica)
c – paciente (pessoa física) ——– União federal (pessoa jurídica), via hospital federal (órgão da pessoa jurídica chamada União)
O TJ do Paraná reconhece como consumerista uma relação do terceiro tipo. O médico, neste caso, está do lado de fora. E só vai ser chamado à responsabilidade se tiver culpa. A responsabilidade do Estado é outra história, mas não se confunde com a do médico.
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Direito Médico e da Saúde, Direito do Consumidor | Etiquetado: administração, culpa, Direito Privado, erro médico, estado, médico, medicina, paciente, relação, responsabilidade |
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Agosto 27, 2008
Senhores, o round hoje é entre dois gigantes gastadores.
A cidade de São Paulo com cerca de 15.000.000 de habitantes enfrenta o Congresso nacional com 513+81 deputados e senadores. Lembrando que ambos mantém servidores públicos. O Congresso deve manter não mais do que 10.000, e o município de São Paulo deve manter algo em torno de 500.000 (puro chute).
http://www6.prefeitura.sp.gov.br/noticias/sec/planejamento/2006/11/0001
O link acima explica que a prefeitura de São Paulo previa gastar 5 bilhões em Saúde, para cuidar de mais de 10 milhões de pessoas.
Este site já apurou que o Congresso gastou em 2007 cerca de 6 bilhões de reais, para exercer atividade puramente intelectual de elaboração de leis, além de sustentar seus servidores, senadores e deputados.
Esta proporção de 6/5 na comparação Congresso/Saúde-paulistana só não perde para:
- as filas no SUS.
- as promessas milagrosas de todos os partidos, invariavelmente sem nenhum planejamento que inclua números e previsões (e responsabilização em caso de erro).
- a arrecadação da CPMF, que beirava os 40 Bilhões.
Se formos comparar, portanto, a saúde da maior cidade do Brasil com a arrecadação, temos 40/6 = 6,66, número cabalístico.
O governo federal arrecada 6 x mais do que a cidade de São Paulo gasta (muito mal) em Saúde. Lembrando que São Paulo além de ter a maior população ainda recebe muita gente de fora para se tratar aqui.
É isso que dá voltar em qualquer um, nas três esferas de poder. Irresponsabilidade nossa.
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Estatísticas, política | Etiquetado: democracia, eleições, gasto, governo, público, política, responsabilidade, sangria, transparência, voto nulo |
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