O Supremo Tribunal alemão julga lícito o uso de termos nazistas em outros idiomas.


Segundo decisão do Supremo Tribunal alemão, a conduta criminosa que diz respeito a utilizar termos nazistas refere-se exclusivamente ao idioma alemão. Desse modo um cidadão que utilizava camiseta com os termos “Blood & Honor” não pode ser penalizado pela conduta.

Na Alemanha a utilização de simbolos e expressões referentes ao regime do Reich é criminalizada, por motivos históricos óbvios.

A decisão é um interessante conteúdo para a questão do direito do autor e da liberdade individual de expressão, uma vez que a mera referência é criminalizada.

No Brasil já houve condenações a respeito deste tema, com um editor sendo obrigado a recolher seus livros favoráveis ao assunto. Recentemente a imprensa mostou casos de grupos como estes proliferando no Paraná.

O tribunal alemão reconheceu que a decisão pode gerar efeitos positivos para as posições de ultradireita, mas disse acreditar que o problema do nazismo (rectius, imbecilidade), não se resolve apenas com Direito Penal (leia-se  resolve-se aprimorando a cultura).

El Supremo de Alemania ve legal el uso de términos nazis en otro idioma

Los jueces creen que la connotación nazi está fundamentalmente ligada a la lengua

EFE – Berlín – 13/08/2009

El Tribunal Supremo alemán ha dictaminado hoy que el uso de la terminología nacionalsocialista en un idioma extranjero no es anticonstitucional, aunque sí se considera como ilegal todo empleo en alemán de simbología relacionada con el Tercer Reich.

El juzgado ha revocado así una sentencia pronunciada en 2005 por la Audiencia Provincial de Gera (este del país), que había multado a un hombre por poseer cien camisetas con la inscripción Blood & Honour, nombre que lleva también una organización neonazi prohibida y que nace de la consigna de las juventudes hitlerianas Blut und Ehre (sangre y honor).

Los magistrados han resaltado que si bien el nombre es idéntico al de una organización ilegalizada, la connotación nacionalsocialista la confiere de modo esencial el idioma y no únicamente el contenido. La traducción a otra lengua tiene un “efecto de alienación” que por ese motivo no puede entrar en la tipificación penal, ha argumentado el Supremo.

El presidente de la cámara, Jörg Peter Becker, ha admitido que el tribunal es consciente de que la sentencia puede tener consecuencias favorables a los círculos ultraderechistas, pero ha subrayado también que la erradicación de la ideología nazi requiere algo más que el código penal.

Fonte: El País

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