O PT do Sarney e da aliança com o velho Coronelismo.


O Lula e o PT vão acabar colhendo os frutos da árvore torta que estão plantando. Está sendo acumulada a carga do mensalão, da defesa de Sarney (representante dos antigos inimigos, coronéis) com divisão do partido nas questões éticas, e da máquina de propaganda em cima de Dilma, em detrimento do trabalho sério.

Do outro lado está se formando a candidatura de Marina e Gilberto Gil. Os dois reconhecidos por fazerem algum trabalho intelectual e social – ainda que imperfeito – em vez de apenas fazer propaganda de obras à Maluf. E também por não terem manchas como mentiras no currículo que ofendem a respeitabilidade da Universidade Pública.

E Marina Silva teve um trabalho combativo na questão ambiental, ainda antes de entrar no governo – foi ligada diretamente a Chico Mendes. Gilberto Gil, teve o mesmo reconhecimento na cultura, sem necessidades de comentários mais extensos.

A Dilma Roussef, infelizmente, conhece-se porque foi apadrinhada pelo novo defensor do coronelismo, o Lula, e também porque inaugura obras do PAC, e porque lutou na ditadura, como metade do PT histórico o fez. Sangue por sangue, o Chico Mendes morreu brigando pela causa, sem que Marina Silva arredasse o pé. E o Gilberto Gil fez suas canções do exílio com ampla aceitação popular, com amigos perdidos, e com a ditadura no encalço.

O problema grave dessa candidatura é que o PV certamente tem uma estrutura mais corrompida e menos voltada para as questões sociais que o PT. O partido ambientalista já inclui o seu próprio exemplar de Sarney, coisa que o PT ainda não tem oficialmente, e também tem o Gabeira, que é da ética, mas é fã do sistema de passagens aéreas como os outros parlamentares.

Corre-se o risco de roubar votos do PT, dividir os votos da esquerda entra a propaganda e o trabalho competente, e abrir caminho para a turma do Serra e Democratas, com as suas idéias liberais sobre as indústrias de genéricos, o registro em cartório da propriedade do Estado da Bahia pelo ACM, e a privatização da Universidade Pública, que vem tendo bons resultados.

Mas, afinal, brasileiro não tem o tal do espírito associativista. Aqui, vota-se no indivíduo, não no partido, que é grupo de gestão. Neste país de liberais enrustidos, unimos esforços apenas no carnaval, com a finalidade específica de aliviar a lascívia acumulada. Portanto, se o PT não foi competente para dar resposta séria à corrupção que os coronéis construiram, e ainda tomou parte no assunto, então melhor mesmo é deixar estas estrelas desgastadas para lá. Vamos aderir à Peruada do Sarney:

“Vai, vai, vai começar a brincadeira. Tem  (coloque aqui seu desejo) de graça a tarde inteira! Vem soltar a lascívia acumulada. Vai, vai, vai começar a Peruada!


19/08/2009 – 07h35
Gilberto Gil diz que pode ser vice na chapa de Marina em 2010
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da Folha de S.Paulo, no Rio

O cantor e compositor Gilberto Gil disse anteontem no Rio, que, se convidado, pode aceitar ser vice na eventual candidatura de Marina Silva (PT-AC) à Presidência pelo PV.

“Uai! Claro que existe possibilidade de dizer sim. Existe possibilidade de dizer não, existe possibilidade de tudo. Mas só quero dizer a ela, se ela me convidar”, disse o ex-ministro da Cultura, durante aula magna aos alunos da Universidade Estácio de Sá, no Rio.

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Segundo ele, os dois conversaram por telefone sobre a candidatura da senadora há cerca de uma semana. “Ela quer conversar comigo. Quer falar sobre candidatura, sobre o partido, sobre o PV, a transferência dela para o PV, sobre ela ser candidata propriamente”, disse.

E completou: “Convite dela não houve. Se houver um convite, prefiro dizer a ela se eu quero ou não”. Eles devem se encontrar pessoalmente, segundo o músico, que disse ainda ter “muita vontade” de conversar com ela sobre a disputa.

Para o músico, Marina é “uma pessoa muito importante para toda essa coisa da renovação da vida política brasileira”. E completou: “Traz uma postura muito contributiva para o desenvolvimento da vida política no Brasil. Se ela se candidatar, vai ser muito interessante”.

Em sua segunda participação em dois dias em eventos com empresários, Marina adotou ontem em Belo Horizonte um discurso de conciliação entre economia e meio ambiente.

Segundo ela, a “questão da sustentabilidade ressignifica a política, porque o desafio é de tamanha ordem que vai precisar da participação de todo mundo: empresários, trabalhadores, jovens, mulheres, crianças, formadores de opinião”.

No evento, a ex-ministra criticou a visão meramente preservacionista e apoiou “integração entre preservação e desafios de melhorar a qualidade de vida”. Sobre sua possível saída do PT, ela disse estar em “fase de discussão e reflexão”.

Colaborou a Agência Folha, em Belo Horizonte

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u611761.shtml

Publicado originalmente em:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/19/ecos-das-pesquisas/

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