Checklist de segurança para a cirurgia plástica


Do Terra, a notícia de que o Conselho Federal de Medicina está elaborando um protocolo de segurança para a cirurgia plástica que vai incluir condutas a serem tomadas desde o pré-operatório.

Ainda que não se saiba o conteúdo do documento, e que  várias das medidas abaixo apontadas já sejam previstas pela legislação atual, a iniciativa de tornar as regras de segurança de conhecimento público contribuem para que a Medicina seja fiscalizada pelos destinatários finais – nada como a eficaz fofoca na manicure para convencer que injetar silicone industrial não pode dar certo. A previsão para que o documento seja aprovado é de ao menos 5 meses, dependendo de aprovação pela plenária do CFM.

A Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu elaborar um protocolo de segurança para cirurgia plástica, uma espécie de checklist de segurança que já é adotado em vários países. O protocolo de segurança consistirá numa sequência de procedimentos que deverão ser adotados desde a primeira consulta até o pós-operatório.

Nesta semana, a jornalista Lanusse Martins, 27 anos, morreu durante uma cirurgia de lipoescultura nos quadris e nas pernas, em Brasília. Segundo as primeiras informações de peritos da Polícia Civil, Lanusse morreu vítima de choque hipovolêmico, provocado por uma perfuração.

O documento da CEM poderá abranger, por exemplo, orientações de indicações cirúrgicas, exames pré-operatórios, anestesia, atendimento pós-cirúrgico e condições do local. O projeto será implementado em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O CFM já realiza ações para coibir práticas irregulares ou suspeitas de má conduta em casos de cirurgias plásticas. Segundo o coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM, Antônio Pinheiro, o protocolo oferece segurança ao profissional de saúde, no procedimento, e a seu paciente.

De acordo com Pinheiro, o checklist será divulgado para que o público tome conhecimento da exigência. O objetivo não é gerar conflito e, sim, trazer conforto. “O bom profissional se preocupará em adotar imediatamente tal procedimento”, afirmou.

O protocolo está em fase de elaboração e ainda deve ser apresentado à plenária do CFM. Segundo Pinheiro, é possível que leve cinco meses para entrar em vigor.

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