Paraty de Velha Chica


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Esse blog é notoriamente sem foco,  senão o da vontade de escrever e registrar o que acontece de interessante por aí. Ou não.

Por essa razão,  abandonamos o Direito nacional,  que parece momentaneamente sem rumo, desde o abandono das lições de Pontes de Miranda,  e com o apogeu desse neomodernismo concurseiro. Ou não.

E para equilibrar,  rodamos por aí de moto, a nossa Velha Chica. Que pelo menos chega a algum lugar, e gasta menos energia para produzir muito mais barulho. Aí sim.

E assim, depois de rodar a Rio-Santos, fomos parar em um dia de chuva em Paraty.  Que por falar em equilíbrio, não combina com moto, mas é divertida demais.

Por ser divertido,  não custa compartilhar informações,  que podem ser úteis a quem faz como eu,  e foi caçar o que outros já passaram,  antes de ir arrumar novos problemas para resolver.

Ao chegar na região,  abasteça no posto da marina. Sentido RJ, um pouco antes da entrada da cidade. Para entrar,  faça 180 graus  à direita,  e desça a  rua de paralelepípedo.

O lugar não tem a ver com moto. Mas encher o tanque na bomba que abastece os barcos é no mínimo uma experiência interessante.

Dentro de Paraty,  evite os arredores do centro histórico.  Principalmente na chuva. 

O calçamento é feito de pedra de cachoeira.  Lisa e alta. É bem difícil de andar com tanta trepidação,  e patina bastante. Garupado ou com carga pesada, é só para os fortes.  Na chuva,  para os destemidos.

Na rua que vai para o cais, não vá.   Não há saída nem retorno. E os carros estacionados atrapalham manobrar. Deixe para ir a pé.

Por não saber disso,  pude experimentar todo o excelente torque da Fatboy, destracionando e escorregando de lado em cima da pedra mais lisa que já vi na vida.

Não tombou porque até para cair estava trabalhoso. E aprendi por que tem gente que gasta tempo instalando ré em Harley-Davidson de 330 kg.

Se cair na armadilha,  procure o meio da rua,  onde existe uma pavimentação mais regular.  E prepare-se para disputar espaço com os motoqueiros vindo em sentido contrário.

O melhor jeito de conhecer Paraty é ir de moto,  depois desembarcar,  enfiar a mochila cargueira nas costas,  e rodar a pé. Até porque não se pode entrar motorizado no melhor da cidade,  que é o centro histórico.

Um lugar que vale a pena  é  o Café  Pingado, com atendente mal humorada, mas comida boa e uma vista legal, com cara de cidade  colonial. Isso para quem gosta de doce com café, e de alguma história.

Além disso,  sorvetes.  Para todo lado. E peixe,  para quem gosta de peixe. A graça da cidade é encontrar essas coisas fuçando em lugares,  e receber referências como a Rua da Cadeia. E passar por lugares assim.

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E se você vem da estrada no sentido SP》RJ, guarde o sigilo do seu voto e não fale mal do PT. Foi ali que vi a confirmação da vitória da Dilma. E foram muitos fogos de artifício. Não estrague o humor interessante da cidade.

Uma resposta para Paraty de Velha Chica

  1. rodrigo disse:

    excelente post de retorno ao blog. fico no aguardo por outras aventuras de moto ou a pé

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