Motocando: São Paulo – Montevideo via Chuí


De um ano não passa. De vez em quando demora mais.

Após XI meses e 08 dias da partida, e o tempo equivalente em procrastinação, finalmente resolvi escrever sobre a viagem de moto até Montevideo do início de 2015.

A razão da pressa é que agora preparo as malas para o caminho SP-Foz-Buenos Aires-Assunção-Santiago-Pacífico, que não é o mais curto, mas deve ser mais bonito. E não é bom começar uma etapa sem terminar a anterior.

Se agora o que deu o empurrão para conhecer Santiago foram leituras sobre o Neruda – curiosidade nascida de outras leituras sobre Vinícius de Moraes, que falavam sobre o poeta chileno – a idéia de ir a Montevideo veio da idéia nova de ver o que o Mujica estava fazendo, e a idéia velha de pisar no Chuí.

Querer pisar no Chuí é dessas fixações da juventude. Chegar no lugar mais longe, subir no morro mais alto, andar nos 4 pontos cardeais.

É provável que tenha começado uns 15 anos atrás, ao chegar no Cabo do Seixas. Que me disseram ser o extremo leste do Brasil, mas também já disseram que não.

De todo modo, Chuí e Cabo do Seixas foram tranquilos, Como não pretendo subir no Monte Roraima, já me dei por satisfeito em cumprir metade da meta.

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Planejamento.

O planejamento para a viagem ao Uruguai foi típico: comprei uma jaqueta chinesa pelo e-bay, que é uma das melhores que já usei na moto em termos de conforto e de temperatura (fechava a gola até o pescoço). Mas que durou menos de um ano.

Instalei um carregador veicular com fusível para o celular, fixando direto nos terminais da bateria, passando por baixo do banco, e saindo entre o banco do garupa e do piloto, onde dava para deixar o celular tanto no bolso quanto na mala, e protegia a ponta do fio em caso de chuva (deu certo, mas a evolução necessária é levar um rolo de fita isolante para proteger melhor o terminal).

No celular, todo o planejamento da viagem: o aplicativo do booking.com e um aplicativo chamado Navigator, que disponibiliza mapas gratuitos e funciona offline – fundamental, porque a internet móvel é inexistente nas estradas do interior, apesar de programar alguns caminhos esquisitos. Nessas horas o tempo de escoteiro ajuda. Basta ter alguma idéia de onde o sol nasce, e para onde você está indo. E você chega lá.

Isso tudo, somado a um comunicador Cardo G4, que conectado ao celular, vai falando as rotas pelo assistente do Navigator, foi suficiente para chegar bem longe de casa e voltar inteiro.

Nas costas, uma mochila cargueira de uns 75L, para levar a tralha e servir de encosto, o que melhorou muito a autonomia. Obviamente com capa de chuva, e bem amarrada por aranhas. Também um baú da moto, e dentro dela uma mochila de ataque para levar sempre junto as coisas a serem protegidas de gatunos.

069

Saí daqui sabendo que gostaria de andar pela Serra do Rio do Rastro, dormir em Floripa, pisar no Chuí, chegar em Montevideo, conhecer Colonia del Sacramento, e se possível olhar o que é Punta del Este. Tudo isso em 15 dias de férias, de preferência em hostels, ao menor custo possível. Com uma moto de autonomia de 300 km, e fazendo seus 16 a 18 km/l. Consegui.

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São Paulo – Serra do Rio do Rastro

A partida de São Paulo foi com tempo nebuloso. Lembro de querer cruzar a Serra do Rio Rastro, como todo curioso motoqueiro quer. Passei por Piedade, tomei um caldo de cana naquela região. Lembro da moça desejar boa sorte, no meio de um enxame de abelhas, o que me impressionou.

Ainda estava com espírito de turista, que pára, tira foto, olha a paisagem, e não presta muita atenção no relógio. É bom, mas é um problema quando se precisa chegar longe.

A região entre Piedade e Apiaí, passando por Pilar do Sul, é interessante para quem gosta de campo e paisagens rurais. Mas não é o lugar mais fácil de se encontrar hospedagem no meio do caminho. E o caminho não é o mais rápido.

Era fim da tarde quando percebi o quanto estava atrasado na viagem. Uma chuva fina misturou com o calor forte durante o dia, e as rachaduras do asfalto, de onde dava para ver um vapor subindo. E neblina era tudo o que eu não gostaria. Mas veio.

Por esse caminho as cidades são distantes e pequenas, e com a dificuldade em encontrar hospedagem fui seguindo mesmo de noite. Descobri que o booking.com é excelente para cidades maiores. Nos pequenos lugares, pergunte no posto Ipiranga.

A certa altura alguns sapos começaram a saltar na rodovia, com o facho do farol. O susto quando senti um desses batendo no joelho foi enorme. Só não era maior do que os Scania passando a toda velocidade em uma via de mão dupla e pista única.

Pensei em pegar a barraca da mochila e armar ali mesmo, até amanhecer. Mas poucos sapos passando a 80 por hora são menos horríveis que enfrentar vários sapos a pé. Tenho trauma de sapo.

Depois de alguns sustos, cheguei a Apiaí, debaixo de chuva. Lembro de uma molecada jogando bola na rua, quase 11 da noite. Foi com eles que descobri onde ficava o hotel. Consegui um quarto, e ao voltar para colocar a moto no estacionamento, a bateria tinha arriado. E foram dois dias em Apiaí, onde não tem mecânico que mexa em Harley, nem bateria para esse tipo de moto.

A solução veio comprando um multímetro e pesquisando na internet, conseguindo diagnosticar que era a bateria. Estava velha mesmo, e foi um dos poucos itens que  eu não revisei. Depois, a ajuda do mecânico Canela, gente fina que deu carga na bateria para chegar em Curitiba.

Mesmo com esse percalço, fiz a Serra do Rio do Rastro (sempre confundo com a da Serpente). Vale mesmo a pena. O dono do hotel em Apiaí anunciou o número exato de curvas. Mais de quinhentas. Todas elas valem a pena.

Em Curitiba, fui até a concessionária HD, fui atendido por um pessoal bem gente fina, e coloquei uma bateria Moura novinha. Que durou até chegar em Pelotas, dois dias depois. Estufou. E não via jeito de de acionar a garantia por lá, então coloquei uma Route que me trouxe de volta para casa. Mas não estamos cá para falar de tragédia, seja bateria Moura para moto, seja das concessionárias e suas opções.

Lá em Curitiba tentei recuperar os bons tempos de estudante, indo ao centrão, perto da UFPR. Estava mais perigoso do que eu lembrava, cheio de flanelinhas do tipo que nem em São Paulo se vê mais.

Desisti e fui ao Blood Rock Bar, lugar cavernoso e muito bom. Entrei por uma escadaria que vai descendo e dá em um lugar onde se ouve um começo de música. Fui tentando descobrir se era só aquele cubículo apertado. Não era.

Passando por uma portinha, abria um salão lotado, absurdamente quente, tocando Engenheiros do Hawaii, banda que eu gosto muito. Não lembro a música, mas era uma das mais obscuras, e a multidão pirava cantando. Uma cena maluca.

Voltei ao hostel. Que por sinal era bem cuidado, com umas hortas de esquema orgânico, um castelinho amarelo. Tudo muito legal, apesar de eu não me ligar nesse mundo orgânico todo. Tinha até uma chinesa que puxou conversa, e eu não entendi nada. Acho que falou chinês, porque inglês não era.

Antes de sair do Hostel desmontei a moto para arrancar fora o carregador automotivo. Desconfiei dele, mas injustamente, uma vez que em Pelotas ela pifou pela segunda vez.

Quem sabe seja o sistema can-bus da Harley? Depois que o Stephen Hawking cansar de resolver as equações dos buracos negros, quem sabe ele se interesse por resolver problemas em motos. Eu me contentei em arrancar fora, e pronto.

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Floripa

Passei por Floripa. Lugar legal, onde já tinha ido em 2008 de Kadettão, em um presente que me dei pela formatura na Sanfran. Talvez por isso não vi muita novidade. Por coincidência, fui parar no mesmo hostel onde não tinha hospedagem naquela vez.

Fica em Canasvieiras, cheio, mas muito cheio de argentinos. É um povo legal, teve aquelas clássicas discussões sobre pronúncias. E tem um Subway na porta. Se tem algo que eu gosto é comer um sanduba de madrugada, e foi o que eu fiz. Na viagem de volta preferi ficar na Lagoa da Conceição, onde tinha mais argentinos ainda. Até o dono da pousada. E o lugar era bonito, esse pessoal tem bom gosto.

Porto Alegre.

Foi lá que arrumei os dólares e alguns pesos uruguaios, em uma casa de câmbio. Confesso que não sou um maníaco da cotação, e foi do jeito que deu. Não lembro de ter me sentido lesado ou algo do tipo.

O mais importante é que ali arrumei a Carta Verde, necessária para pilotar a moto no Uruguai. No Banco do Rio Grande do Sul, foi rápido e barato, coisa de 10 reais por dia ou menos. Só precisei apresentar o documento da moto. Como não fui parado pela polícia, nunca usei. Apresentei na imigração, mas nem sei se pediriam.

Aliás, viajei com RG, CNH, documento da moto em meu nome, Carta Verde, e só. Sem ter qualquer problema. Nem revistar eles revistam.

Pelotas.

Cheguei em Pelotas, a hospedagem mais cara do mundo.

Bateu uma certa angústia ao ver o booking.com e saber que ia largar R$150,00, no mínimo, para dormir apenas de passagem. Mas eu havia assumido o risco, e até então estava compensando.

Por alguma razão, parei para comer, olhei o aplicativo de novo, e tinha surgido a oferta de um hostel. Esse sim era bom. Aparentemente o dono é arquiteto, ou algo assim. Não sou bom de guardar conversas por um ano. Era um lugar espaçoso, em uma rua tranquila, que dava para deixar a moto na porta. Tudo bem cuidado.

Seguramente o hostel de Pelotas, Curitiba e Montevideo foram os mais interessantes.

Saindo de Pelotas, resolvi almoçar em uma churrascaria do centro, muito boa. E foi ali no estacionamento que o manobrista veio avisar: “moto é ali ao lado!”. E dei na partida. E arriou.

Nem precisei explicar muito. Fui curtir meu churrasco, antes de pensar em qualquer problema, com a concordância do manobrista, que prometeu avisar ao dono a razão da moto estar ali atravessada.

E mais uma vez a procrastinação jogou a favor: o garçom conhecia alguém que era mecânico e tinha uma Harley. Ou algo assim.

Fato é que a solução veio sozinha. Só precisei carregar uma bateria de chumbo em uma cidade desconhecida, debaixo de sol escaldante. Mas resolveu.

Aproveitei para tomar um guaraná na venda da esquina, feito nos tempos clássicos de infância com meu pai. E enquanto a bateria carregava, fui tirar umas fotos ao estilo “street photographer” com a 50 mm, que já estava meio em desuso. Foi ruim, mas foi bom.

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Chuí

Um caminhoneiro tinha me avisado, em algum ponto entre Porto Alegre e Pelotas, que a gasolina era complicada na região do Chuí. Isso me causou uma peregrinação para comprar um galão específico para gasolina, porque lá o pessoal morre de medo do Inmetro por alguma razão que não descobri. E no fim o galão era barato.

Complicado mesmo foi ao sair do posto, em que uns 3 cachorros resolveram empreender perseguição. Que medo. Ergui os pés e acelerei de zero a cem bem rápido, desconfio.

O fato é que pilotei até o Chuí, e tinha um posto aberto no meio do caminho, à noite. Então se estiver de tanque cheio, dá. E foi nesse posto que outro caminhoneiro avisou que tinha um parque lotado de capivara depois do Chuí.

Aparentemente os caminhoneiros da região são muito preocupados, mas são gente boa. Vão avisando das preocupações e deixando a gente preocupados juntos.

Cheguei ao Chuí como uma criança que pisa na Disneilândia: sem entender muito bem o que está acontecendo.

Quando vi, cruzei uma avenidona, e tudo tinha nome em castelhano, e carros com placas uruguaias. Tomei um susto.

Estava achando que tinha furado a imigração por ser à noite. Mas não. A imigração fica mais adiante. No fim das contas foi bom para aprender a ter mais humanidade com a turma do Bom Retiro. Dormi em um hotel meio caro, cheirando a fumaça de cigarro. Esse sim era espelunca. E peguei as primeiras tomadas esquisitas. E na TV passava novela da Globo versão uruguaia, em vez do Chapolin no original. Mas tinha estacionamento para largar a moto bem vigiada, e isso é uma maravilha.

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Chuí a Montevideo.

A primeira coisa que chama atenção são as estradas. Todas com cara de velhas, mas bem mais lisas do que no Brasil. Aqui na república do impeachment só peguei estrada com buraqueira de verdade na região entre Piedade e Apiaí. Depois, a subida ruim de Curitiba para São Paulo, na Serra do Café, toda engarrafada.  Em todo o restante, fora alguns trechos de obras no RS, as estradas eram razoáveis.

Mas no Uruguai, não. Todas as estradas são velhas e boas. Com remendos, mas boas. E todos dirigem com educação. É uma sensação bem estranha.

De Chuí a Montevideo, uma grande reta, um vazio bem grande, e nenhuma capivara na verdade. Bom para quem gosta de moto, um sossego bom. Não entrei em Pueblos e no outro vilarejo famoso porque depois de tantas baterias arriadas, estava com alguma pressa. Quem sabe na próxima.

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Montevidéu

Uma cidade bem interessante. Mesmo sem ser ligado em arquitetura, gostei de algumas coisas que não sei explicar.

Primeiro, rodei pelo subúrbio, e ver aquele mar de casas térreas deu um alívio da claustrofobia-predial de São Paulo. Mesmo assim tem um pouco, bem pouco, de trânsito no centro.

Depois, a disposição de alguns prédios principais. Dá a sensação de que as ruas foram projetadas para encaixar com a visão dos prédios. Lembro de subir uma ladeira bem reta, e ver de longe o palácio legislativo. Algo que só vendo para entender.

Resolvi usar o tempo para rodar a cidade toda, em vez de parar nos lugares turísticos. É um jeito diferente de conhecer a cidade, mas bem divertido.

Rodei a Artigas, uma das principais “Rumblas”. O contraste entre o bairro rico e a periferia é interessante, parece menos acentuado do que no Brasil.

Descobri as “Playas” por volta das 7 da noite, lugar onde a turma faz suas caminhadas como no Ibirapuera ou no calçadão de Copacabana. Segundo me disseram, cheguei cedo, e aquilo lota depois das dez. Não sei.

Sei que às dez da noite eu estava a caminho de um pub, perto do porto. Tocava Beatles, em mesas nas ruas, beirando o teatro famoso da cidade. Cujo nome não vou lembrar de cabeça (Sólon! Bonito mesmo). Comi uma pizzeta e não lembro se tomei uma Quilmes. Se viajar de moto dá liberdade de locomoção, por outro lado dá dor de cabeça com a lei seca, que tem na América do Sul inteira. Bem, esse é o continente dos radicais, de esquerda, de direita, e até de centro.

A recomendação do pessoal de lá é: vá até perto do porto, onde tem alguns bares, mas não vá ao porto à noite, que é lugar perigoso. Segui à risca, e ficou tudo bem.

Também disseram que não há propriamente um bairro boêmio. Que os lugares agitados se espalham pela cidade. Rodei bastante à noite, e cheguei à mesma conclusão. Tudo está mais fácil perto do Porto, nas “ramblas” Artigas e na 18 de Julio, em especial perto da Plaza Independencia, onde os presidentes tomam posse.

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Arlei-daibsón?

Foi também em Montevidéu que aconteceu um episódio divertido.

Estava tentando comprar uma viseira para o capacete Nolan. Aqui no Brasil não importava mais, mas na América Latina, achei que sim. Fui tentando aprender no hotel: capacete=casco; viseira=visor.

Rodei pela cidade, tentando encontrar lojas de moto. Pelo google.uy, foi impossível achar informação útil. Resolvi ir perguntando. Encontrei duas lojas que sequer vendiam capacete, e um motoclube.

Foi então que resolvi apelar para um motoqueiro parado no farol, em sua cinquentinha fumacenta (parece que eles vendem moto e fogão na mesma loja, esquisito). Gritei de dentro do meu capacete “visor del casco”. E ele sabe-se-lá o que entendeu, e mandou seguí-lo.

Foi me guiando uns quarteirões, até que apontou para o lado e disse com um sotaque incrível: “arley-deibson!!”, com uma expressão feliz pra caramba. Olhei para o lado, era tanta Harley junta, e o motoqueiro tão satisfeito, que parecia que ele tinha me devolvido para o meu bando.

Perguntaram se eu estava indo junto com eles para Punta del Diablo!. E eu disse que ainda não, seu moço. E foram embora naquele desfile de motos, uma mais estranha que a outra, e que só quem gosta vai entender a sensação.

E é interessante como o pessoal de Montevidéu gosta de moto. São muitas, de todos os tipos, e muitas delas customizadas. Também se vê alguns carros muito antigos misturados aos carros novos, um negócio interessante.

Depois acabei por reencontrar o grupo de motoqueiros, por acaso, no meu caminho até Punta del Este. Que é outro lugar bonito, interessante, e que tem o Mobydick. Vale a pena sentar no deck e tomar uma cerveja, ou um guaraná, que foi meu caso. Tudo olhando para a paisagem, melhor que mantra indiano para relaxar.

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Colonia del Sacramento.

Meu primeiro pensamento foi: quem plantou esses coqueiros na entrada?

Depois, fiquei pensando nos portugueses e espanhóis saindo do cafundó a cavalo, passando por todos aqueles pampas, para invadir uma cidade. Isso umas 5 vezes seguidas, pois Colônia trocou de mãos muitas vezes. De moto já fica longe, garanto.

Longe, mas vale muito a pena. A cidade histórica é pequena, dá para fazer inteira a pé. Fiz de moto.

A sensação de deixar a motoca solta com seu “pocotó” em primeira marcha, e ir passando por cada ruazinha aberta, conhecendo cada canto da cidade histórica é sensacional. Tive aquela vontade de rir e gritar assim duas vezes em tempos recentes, que me lembre: ao passar na faculdade, e ao colocar o escape que tira o barulho de Kombi enguiçada da moto.

Larguei a moto na frente de um canhão e duas moças fazendo selfie. E fui arrumar um lugar para comer. São muitos restaurantes com mesas nas ruas, um negócio aconchegante, perdoem o vocabulário.

Depois disso, o pôr do sol na margem do Rio da Prata, que é um negócio bonito demais. E toquei de volta a Montevideo, onde dormi.

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A volta.

Como fui pelo litoral, resolvi arriscar voltar pelo interior. Gosto desse tipo de turismo.

Peguei a Rota 8, se me recordo. Que é um grande vazio. Lembro de ter decidido dar meia volta assim que o tanque chegasse à metade, porque não via gente, poucos carros, e nenhum posto de gasolina.

Mas a paisagem era bonita. Uma imensidão de pampas, algumas formações rochosas estranhas. Enfim, não sou geólogo, mas me interessei em saber como aquilo se formou.

Quando o tanque estava perto da metade, vi o primeiro posto. Então dali em diante peguei confiança. É um lugar bonito, mas não tem nada de marcante no interior, fora as paisagens. As estradas são bem razoáveis, parecendo a Anhanguera de SP em alguns pontos, em outros lugares alguns buracos pequenos e trechos mais sinuosos. Há quem volte por Salto, que parece ser mais negócio, tirando a experiência.

Saí do Uruguai pela fronteira do Jaguarão. E peguei a maior reta de todos os tempos, um negócio impressionante. Do Jaguarão: Pelotas, Floripa, Curitiba, São Paulo. E missão cumprida, de conhecer outro país e voltar. Que venha Buenos Aires e Santiago.

 

 

 

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